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terça-feira, 20 de agosto de 2013

ESPELHO MÁGICO



Em 1951 é publicado, pela Editora Globo, o livro 
Espelho Mágico, uma coleção de quartetos, que trazia
 na orelha comentários de Monteiro Lobato.

É o quinto livro publicado por Mario Quintana.
 Nesse início de década, a poesia brasileira assiste
 por exemplo, publica uma coletânea que busca alternativas 
ao chamado projeto modernista.É em tal cenário de mudanças 
que Mario Quintana lança o Espelho Mágico.Mas seu livro não
 se filia às novidades trazidas pelos poetas do final da 
década de 40. Em lugar disso Quintana recorre a quadra,
 forma de poesia conhecida desde a Idade Média.
A quadra ou quarteto é forma frequente em composições 
populares e mesmo folclóricas, também de largo emprego
 entre os poetas cultos entre os quais encontra-se o 
português Fernando Pessoa. Inserindo-se portanto na 
tradição de poetas cultos que retomam formas poéticas
 tradicionais ou populares Mario Quintana cria 111
 quadras em que aborda temas variados,todos relativos
 a saberes, conhecimentos e experiências comuns a toda
 a humanidade.Nas quadras de O ESPELHO MAGICO, o 
resgate da capacidade comunicativa não é apenas tema
 dos versos.Ele é experimentado e demonstrado,
 uma vez que o Eu lírico dirige-se constantemente
 ao Outro de maneira mais ou menos explícita.

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