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domingo, 18 de agosto de 2013

NARIZ DE VIDRO




Em um dos maiores exemplos de sensibilidade poética,
Mario Quintana apresenta o amor de criança e as imagens
da infância em uma coleção de poemas selecionados por
Mary Weiss e publicados em 1984.
A moça do arame, equilibrando a sobrinha, perturba o menino.
Uma flor nasce, curiosa e ingênua. Um idiota da aldeia tem
um surrão todo de penas cheio e a aia despetala estrelas
para embalar o sono do reizinho, enquanto um anjo,
todo molhado, soluça no seu flautim. Assim são os poemas 
da obra Nariz de vidro:
pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Os textos de Mário Quintana tematizam a vida, fazendo 
reflexões sobre seu significado. Pequenos flashs da
natureza, uma cena do cotidiano, um relato de amor-criança,
esses poemas encantam adolescentes e adultos.
Muita delicadeza, lirismo e nostalgia são as marcas dessa 
coletânea.

Nariz de Vidro,
Mario Quintana

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